quarta-feira, 16 de junho de 2010

Recomeço.


 "Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças."

Miguel Torga

sábado, 12 de junho de 2010

So, SO WHAT?

tears of a fragile mind and gentle spirit

Sai do mundo.
Caí na questão hipotética,
ficando confusa, céptica,
sento-me, respiro fundo.
Perdi um segundo,
e tudo mudou.
O coração, vazio ficou,
sozinha caminhou,
pela estrada de terra.
As suas pegadas,
marcadas,
deixam o seu rasto.
Nada mais sobra.
O corpo fugiu,
a alma, subiu,
tocou no céu e deixou-se perder pela pura essência da naturalidade.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Esse tu, faz falta.

O amor de facto, é uma coisa engraçada.
Faz-nos felizes, faz-nos sofrer,
faz-nos dizer e fazer coisas que nunca sonhamos algum dia fazer.
Partilhamos, numa entrega total, tudo,
quem somos, o que temos,
o que sonhamos ou o que tememos.
Esquecemo-nos do eu,
sendo o nós, sendo o tu.

Amamos,
damos, recebemos.
Quando tudo é primoroso e brutal,
o nosso coração bate veloz,
deixando-nos cegos, alienados pela felicidade triunfal. 
Depois, como os anos velhos sempre disseram,
tudo o que é bom, não dura para sempre.

Aí, a dor nefasta,
absorve-nos de uma forma atroz;
a saudade,
essa, desfaz-nos,
deixa-nos vazios, ocos.
seres andantes,
sem vida, sem brilho.
desfaz-nos com recordações,
dos perfeitos momentos de perfeições,
imperfeitas ao olhar, talvez,
Perfeitas ao sentir,
Assim o fez,
Sem saber que lutar por amor,
abre a ferida do passado,
massacra-a,
por vezes é preciso tempo.

Esse tu, faz falta.

Travo amargo da solidão.

Estar só torna tudo mais fácil,
Oiço o meu coração,
tomo a decisão,
seguir em frente, rumo a um destino,
sem nome,
nem norte.
Perco-me no sentido da bussola,
perco o sul,
fico sentada, olhando o mundo,
o céu azul.
Estar aqui, ou ali,
pouca será a diferença,
pois o vazio não é exterior,
mas está sim, cravado na afeição da indiferença.
Da dor, do sofrimento, de uma perda
que ninguém poderia tapar,
lacar, ou reconstruir.
Ficará ali,
eternamente,
sem que ninguém esteja capaz de o desfazer,
ali estão, contigo,
como num baú de velhos segredos, escondido no sótão da casa abandonada,
as velhas memórias,
os olhares,
os beijos onde me envolvia num feixe de luz,
encadeada pelo brilho que nascia no teu olhar.
Agora, olho-te, baço,
mas para quê gastar o meu tempo,
procurando a tua mão,
irás provar o lado lunar, o travo amargo
da solidão.

Pára de olhar para mim, deixa-me ser Alguém.

Lado lunar, onde estão escondidos os meus segredos,
os piores lugares deste pântano que sou.
O lado escorregadio, sujo,
onde a banalidade da vida passa ao lado.
Então rapaz, para quê essa raiva?
Agarra-te à corda,
sustenta no ar,
deixa-te voar, até à mais alta nuvem,
Tenho pensando em nós,
já que os teus pés pouco caminham na minha direcção,
o travo amargo da tristeza,
um dia vai infectar o teu coração,
como vírus fatal que matará,
todo o possivel broto em flor,
do amor que um dia sentiste,
pelo amor de que tanto fugiste.
Para ir,
para ouvir,
para sorrir e entrar,
Vou voltar, para mim,
A cair, para me levantar e nunca mais ver o castelo de areia,
que construo,
no seu fim.
Viver para gostar, Gostar de viver.
Quero fingir, quero nunca mais ter de tapar o meu rosto,
para que não vejas as lágrimas que nele correm,
Irei fingir, irei fazer o preciso e impossivel,
para que, daqui, não destruas nem mais uma parede,
o amor impossível,
tornou-se agora na dura realidade passível à dor, à solidão.
Deixa-me ser alguém,
Tão cedo não irás ver ninguém,
Irás sufocar na terra de além,
Sedento de tudo aquilo que desprezaste,
desvalorizaste.
Aí serás enfrentado,
pelo teu passado,
aquele que ficou ferido,
que tanto te foi querido, até ao fim.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vazia,
O meu coração perdeu-se por entre caminhos e marés;
foi deixado, só,
mesmo que ferido.
Vejo-te, ao fundo, como miragem,
a salvo.
Eu naufrago,
tentando nadar para vir à tona de água,
respirar.
Não me vês. Ou não me queres ver.
Verás o acabar de uma história,
apenas porque não voltaste,
para trás.
Para onde quer que vá,
depois da vida, até,
levarei comigo todas as memórias vivas;
tudo o que fez de mim, feliz;
mas fez de mim, também,
um ser que desapareceu.
Eterno adeus,
Eterno amor.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Nada é certo.

"Ninguém avança pela vida em linha recta. Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário. Por vezes, saímos dos trilhos. Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó. As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar. No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver. Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo. Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutávelmente para trás, atolados no caminho. Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável. É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidamos tratar."

Henry Miller

quinta-feira, 6 de maio de 2010

i'm sick and tired of being just one more person in this world.
i'm different, i know it and i feel it. it's not a question of think that you're better than we really are,
but it's just the respect that everybody lost,
that make me see that we're nothing or we can be everything.
in my world, i've to be everything.
it's time to stand tall,
to stand strong and don't let that anyone or anything destroy
what it's so hard to reconstruct, we selfs.
even if the world became being a black hole,
my soul will be bright and will be my world,
where i can be happy.

vive vendo o mundo apenas através de uma janela.
a sua cara de porcelana está escondida por trás do vidro
que não permite que seja iluminada pelo brilho da vida.
apenas reflecte a bela paisagem que a afronta.
a face de formas distintas,
não demonstra qualquer emoção.
o seu coração está de luto.
observo-a.
talvez tenha sido uma perda, um desgosto,
mas tamanha beleza não deveria ser apenas digna
de um quadro fotográfico.

(inspirado na fotografia de Rui Louraço, A face da Natureza)
A única coisa que é real.
Que nada nem ninguém conseguirá algum dia impedir.
Dos velhos vividos, ouvimos que é a unica coisa que podemos tomar como certa, a morte.
Um dia, será.
Há quem a tema, quem a deseje,
quem seja morto, ou quem mate,
mas a perda de alguém, é algo que todos nós, algum dia, sofremos na vida.
Porquê ver algo assim de forma tão negra?
Talvez seja uma libertação deste mundo comodista, conformista e consumista.
Talvez seja um paraíso, talvez simplesmente não o seja, não seja nada a não ser a morte.
Magoa. Mói. E deixa-nos vazios,
reflicto então,
cada dia, é um novo dia,
e devemos enfrentá-lo como tal, e aproveitar o mais pequeno prazer,
nem que seja, olhar as estrelas quando mais ninguém está do nosso lado.
Quando o nosso dia chegar, pelo menos podemos estar de consciência tranquila de que vivemos ao máximo,
sofremos mas também fomos premiados por muitas alegrias,
sobretudo, demos valor ao que nos foi oferecido,
e que tão pouca gente ainda aproveita realmente. A Vida.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

past.



agora é o momento. o momento em que tudo o que fui, o que vivi, terá de ser posto no passado.
nova vida, precisa-se.
nova mobília, novas estruturas, novo eu.
talvez seja mais fácil do que penso, ainda assim, confesso que não acredito no que eu própria acabei de dizer. a algum sítio irei dar. pelo menos, não estarei encalhada num porto qualquer, abandonado.

sou feita de mim,
o que tenho, o que sonho,
será sempre a minha essência.

sábado, 17 de abril de 2010

o meu corpo descai,
sinto-me só. invisivel no mundo.
tudo mudou.
e torno-me impotente perante algo
que nem eu percebo.
como sinto saudades do gáudio de tempos passados.
tudo vai.
tudo vem.
as vezes volta, outras vezes, desaparece, para sempre.
é isto a que se chama, cair no poço?
valerá então a pena, ser como o comum,
que simplesmente existe;
feliz com o seu ignóbil quotidiano.

por mim, fugia. de mochila às costas partiria, vivendo em todo o sitio,
percorrendo o mundo;
vivendo,
venturosamente ou casualmente,
isso, faria-me feliz.
por agora, rebaixo-me a vida oportuna do homem,
a evoluir para o cúmulo do errante.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

2670!

" 2670 é di mais, zambujal, infantado,
conexão com o nha rapaz,
continuamos sempre em frente,
pra mostrar a toda a gente do que Loures é capaz.

2670 Loures, periferia,
a saga continua enquanto nasce um novo dia,
rts, zambujal, la mafia, infantado;
pra todo o fanq inteiro q'agora julga ser pesado.
só te dou um conselho, vai com deus e tem cuidado,
não sigas o caminho desses putos do bairro,
é um poço de amizade já há muito criado,
agora ponho a mão no fogo e nunca saio queimado.
pra todo o falso, ooh, que quer ser encarado,
nunca esqueço os meus capangas esteja mocotibado.
a mentira é traiçoeira e tu vais ser filado,
por erros cometidos entre amigos no passado.
estou mais que orgulhoso por não ser como tu,
e rebaixares os outros para seres o numero 1,
não me interessa d'onde vens,
ou que merda fazes,
2670, outlow, meu rapaz,
agora a cena mudou,
Loures já não é como dantes,
uns querem ser morangos, outros dão pra traficantes;
negócios ilegais, nine milas e tirantes, bussiness obscuros,
putas, drogas, diamantes.
putos querem ser soldado mas não chegam a aspirantes,
caiem pelo caminho, vão para um lugar distante,
por isso eu, conservo a amizade,
infantado e zambujal, são relatos da verdade.

(..)

sejam la quais forem os caminhos que tomamos,
criticados pelo que pensamos, por aquilo que sonhamos,
acreditamos, e vamos sempre acreditar,
é a nossa fé que nos faz continuar.
a lutar neste mundo de baroes, cabroes que nao pensam nas suas acções,
reflecte, e tira conclusoes,
efectua, as tuas proprias decisoes.
um dia apos o outro vai vivendo a tua vida, seja de forma honesta ou pura vida bandida,
tens que te orientar, conhecer, conquistar,
luta pela vida que ela vai-te compensar. (..) "


o meu lar, yeah :p

segunda-feira, 12 de abril de 2010

bish(inh)os


afinal.. quem és tu? que estás do outro lado de um telefone. inutil modernização. quero olhar-te nos olhos. a tua doce voz, reanima o meu interior. confude-me. satisfaz-me. serei eu capaz de algum dia apagar as tuas pegadas? nunca. mas nunca digas nunca, costumam dizer. verás-me viver. com saudade mas eu, estou sempre presente. irás recordar um mundo azul provindo de uma alucinação mágica e eterna. um elo.

senti-te desde o primeiro instante.
o teu olhar intenso lê cada bocadinho meu,
a tua mente segue-me em sintonia.
os nossos corpos,
entrelaçados, perfeito encaixe.
o teu cheiro, o meu habitat.
entreguei-te tudo, o meu coração.

domingo, 21 de março de 2010

" Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali? "
fernando pessoa
vivo na minha imensidão,
com um vazio por preencher.
perdida do rumo a tomar,
enlouqueço.
o que é medo? algo que me prende, que me leva a loucura.
porque nao poderei eu, ser como sempre fui?
tornaste amargurado, só e sem razão.
e tudo, porque a entrega é total e o amor, sem fim.

terça-feira, 16 de março de 2010

apelo!

tenho um apelo para vocês. (se existir algum vocês, claro.)
pois bem, agora que, oficialmente, trabalho num call center, peço-vos. dêm uma oportunidade à pessoa que tá do outro lado. isto é, não é preciso levar muito a sério, e se quiserem desligar, eu compreendo, mas.. dizer que "fala o pénis do Diogo, posso mete-lo?" hm não.
é desagradável para quem tá do outro lado porque não vos pode responder à altura, visto que está a trabalhar e estes ditos cujos a coçarem as micoses.

vivam os senhores que aceitam a minha oferenda!

sábado, 13 de março de 2010

eu questiono-me porque é que ainda há gente assim (:



Uma mensagem com um teor um pouco diferente.
um tom de revolta, da minha parte.
há poucos dias, entrei numa formação para trabalhar num call center. e, a campanha para onde supostamente iriamos trabalhar seria para uma empresa e vender um plano. riight. ate aqui tudo certo.
até que, esse plano tratava-se de algo que beneficiaria quem tem carências monetárias e qualquer tipo de doença crónica ou invalidez. mas afinal, NAO! e porquê? porque essas pessoas, que PRECISAM, não podem ter um plano destes pois seria muito DISPENDIOSO para a empresa esse tipo de pessoas aderirem ao plano.
e porquê? porque a quantia de dinheiro que receberiam caso tivessem algum problema e necessitassem de ser internados, ia ser muito maior visto estas pessoas terem mais probabilidade de ter qualquer questão relacionada com a sua situação.
afinal, somos ou não todos iguais?
estou errada?

vejam:

(http://www.pcd.pt/apd/dedipede.php - declaração de direitos das pessoas com deficiência)