Estar só torna tudo mais fácil,
Oiço o meu coração,
tomo a decisão,
seguir em frente, rumo a um destino,
sem nome,
nem norte.
Perco-me no sentido da bussola,
perco o sul,
fico sentada, olhando o mundo,
o céu azul.
Estar aqui, ou ali,
pouca será a diferença,
pois o vazio não é exterior,
mas está sim, cravado na afeição da indiferença.
Da dor, do sofrimento, de uma perda
que ninguém poderia tapar,
lacar, ou reconstruir.
Ficará ali,
eternamente,
sem que ninguém esteja capaz de o desfazer,
ali estão, contigo,
como num baú de velhos segredos, escondido no sótão da casa abandonada,
as velhas memórias,
os olhares,
os beijos onde me envolvia num feixe de luz,
encadeada pelo brilho que nascia no teu olhar.
Agora, olho-te, baço,
mas para quê gastar o meu tempo,
procurando a tua mão,
irás provar o lado lunar, o travo amargo
da solidão.
2 comentários:
pois o vazio não é exterior,
mas está sim, cravado na afeição da indiferença.
Tudo se pode resumir a isto. well done..
pirilampo
ow, como tu sabes tão bem, pirilampo *
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