"detesto a inocência. a inocência fingida. odeio todos aqueles que se resguardam na inocência para poupar a tristeza dos outros. detesto-te quando queres fugir ao julgamento de tudo o que sentem por ti. nunca estamos sós. pensa nisso, nunca estamos a sós com a nossa vida. existem sempre os outros, o sentimento deles a construir vedações à volta do que sentimos também por eles. há uma troca de vidas, palavras que não são margens nem são pontes; palavras que são tudo o que nos resta para morrermos. lê o que eu escrevo. não sei onde vou buscar tudo isto, não sei. e se eu te disser que o sofrimento é uma atracção daqueles seres profundos onde não os atingimos nem a gritar? temo que sejas uma criatura assim. alimentas-te do teu próprio eco. muitas vezes agi de cabeça quente de criança a desmontar peças existenciais porque não sei onde começa o humano e acaba a monstruosidade do que sinto pelo mundo das pessoas. não acredito em inocências. não há farsa maior e bem construída que os sentimentos que se ocultam numa verdade inocentemente fingida. se eu te dissesse tudo o que sinto, tudo a respeito da tua inocência, teria de me destruir para dar um sentido à minha honestidade. os humanos vivem no subconsciente das suas próprias verdades, e tudo o que expõem de positivo são ruínas que se erguem debaixo dos nossos dias."Fernando Esteves Pinto
Instantes da existência, filosofias carnais. Cabeça a mil, vazia e cheia, de negro luminoso, raça pura e força no sangue. O ser puro duro, crú e nú. Sem máscaras.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Falsas Inocências
Deixamos que a nossa vida fique por um fio, deixando que tudo isto se torne num cancro, deixando-nos cada vez mais vulneráveis, deixando isto avançar. Insegurança, medo, possessão, falta de auto-conhecimento e auto estima. Respeitarmo-nos, seguir a nossa (ou a melhor, aos nossos olhos) conduta de vida, nunca esquecendo três elementos essênciais; a moral, a ética e o respeito.
É através dos outros, de após os observarmos, criticarmos ou julgarmos que criamos a nossa própria imagem. É reconhecendo no outro, defeitos, virtudes ou o que quer que seja que faz com que nos vejamos ao espelho.
Imagem distorcida, mal focada.
Prisioneira do teu corpo,
Cela onde perpetuamente quero ficar.
Escraviza-me. Arrasta-me, Ama-me.
É esse o preço do teu amor?
É através dos outros, de após os observarmos, criticarmos ou julgarmos que criamos a nossa própria imagem. É reconhecendo no outro, defeitos, virtudes ou o que quer que seja que faz com que nos vejamos ao espelho.
Imagem distorcida, mal focada.
Prisioneira do teu corpo,
Cela onde perpetuamente quero ficar.
Escraviza-me. Arrasta-me, Ama-me.
É esse o preço do teu amor?
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Rio...
O sol prepara-se para o seu repouso,por detrás dos velhos prédios, essências caracteristicas.
Santa Apolónia, onde entram e saiem multidões, com destinos traçados, ou por descobrir.
O meu destino actual remete-se apenas a onde estou,
a observar o rio, os pescadores que agora regressam ao porto.
Apesar de estar na sua hora, os raios de sol emanaram-se.
Uma gaivota passeia a meu lado. Invejo-a neste momento, voa sem destino, observa o sol mais de perto,
sobrevoa o rio, é livre.
As folhas do meu bloco esvoaçam mas seguro-as,
com pulso firme, pois cada vez me apercebo mais que são elas, humildes, sem vida,
que me ouvem, que me deixam dizer o que sinto, até ao mais ínfimo pormenor.
Sem pudor. Sem medo, sem vergonha.
Sonho, desejo, a tranquilidade de consciência e a paz da minha Alma, do meu Espirito.
O rio corre, sem que ninguém o controle, o sol põe-se sem que ninguém o detenha, a lua entra em cena, quando chega a sua fala.
As lágrimas minhas, agora partilhadas ao Tejo.. E a estas linhas que escrevo.. Gostaria que partilhassem também a todos o que vai neste ilha, agora isolada pelo mar, nesta cela, agora presa.
Tudo tenho, e nada tenho.
" Aceito humildemente esta honra... "
Não é a honra que nos ensina a ser humildes, mas sim a dor e a mágoa da humilhação.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
rua sem saída.
É giro (ou talvez não o seja) olhar para o lado e ver que o meu mundo, a minha forma de estar é peculiar. Nada dos mundos exteriores que me rodeiam, monótonos e inquietantes de tão pouca essência, me seduz.
Seduz-me a dúvida, a paixão pela vida, a questão, a corda bamba, o fora de lei, o vivo.
Eu e aqueles que nestes mundos paralelos vivemos, e para quem olham de lado enquanto percorremos as ruas da nossa cidade, não sendo aceites pela sociedade em que estamos inseridos, apenas temos uma solução.
Manteremos os nossos mundos, presentes, sempre, aparte do 'vosso', e a sociedade deixa então de ser um todo do qual necessitamos, do ser social, passando a ser simplesmente um utensílio que utilizamos quando precisamos, para construir o nosso próprio barco, rumo à nossa felicidade, desconhecida, estranha e excêntrica.
Mantemos o contacto necessário, mas não chegarão nunca a conhecer o nosso melhor, o nosso íntimo, a nossa alma porque aí, aí têm acesso vedado.
domingo, 5 de setembro de 2010
janis ♥
Como viajo na minha alma, ao ouvir-te..
Ultrapassa-me, essência pura aos meus ouvidos, ao meu eu.
Ultrapassa-me, essência pura aos meus ouvidos, ao meu eu.
sábado, 4 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
20.
20, 20 anos de existência que passaram sem dar conta.
É estranho, 20 anos são duas décadas, onde vivi o melhor da minha vida e o pior.
Perdi pessoas extremamente importantes e especiais,
Desiludi-me, sonhei, magoei-me,
Descobri-me, criei os meus ideiais, os meus objectivos,
Tentei, no meio da confusão mental, perceber o que afinal sou eu,
e até hoje, nada de respostas.
Sou tudo e nada. Sou a alegria, e a tristeza profunda.
Sou uma multidão e um ser solitário, vivendo no seu pequeno mundo.
Costumam dizer que há fases da nossa vida, custosas de aceitar, talvez pelo positivo ou pelo negativo.
Este número, trouxe-me todas as recordações, memórias das coisas mais felizes que vivi até hoje e das experiências mais dolorosas. É confuso. Não somos adultos, não somos crianças. Não somos nada definido a não ser, sobreviventes da adolescência que, agora, se vêm obrigados a entrar no mundo dos "adultos".
O mundo onde perdes todos os teus sonhos mais loucos.
O mundo onde te vais tornar apenas mais um, numa competitividade material, num comodismo descomunal.
O mundo que te vai fazer perder tudo aquilo que, até hoje, fez sentido.
E a história de "tens de ter mais responsabilidade e bla bla bla, porque isto é a vida real, bla bla bla again". Não. Recuso-me. Se há algo que me foi essencial nesta 'fase' de vida, foram os meus sonhos, os meus ideiais, as minhas paixões, os meus vícios e gostos estranhos, a minha maneira diferente de ver as coisas, talvez não a correcta mas a que permite ser quem sou.
O que quer que aconteça daqui para a frente, será diferente.
Terá de o ser.
(in)Felizmente. :)
(obrigada Mãe, pelo esforço no dia 29 de Agosto logo pela fresquinha das 8 da manhã (L) :')
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