segunda-feira, 6 de setembro de 2010

rua sem saída.

É giro (ou talvez não o seja) olhar para o lado e ver que o meu mundo, a minha forma de estar é peculiar. Nada dos mundos exteriores que me rodeiam, monótonos e inquietantes de tão pouca essência, me seduz.
Seduz-me a dúvida, a paixão pela vida, a questão, a corda bamba, o fora de lei, o vivo.
Eu e aqueles que nestes mundos paralelos vivemos, e para quem olham de lado enquanto percorremos as ruas da nossa cidade, não sendo aceites pela sociedade em que estamos inseridos, apenas temos uma solução. 
Manteremos os nossos mundos, presentes, sempre, aparte do 'vosso', e a sociedade deixa então de ser um todo do qual necessitamos, do ser social, passando a ser simplesmente um utensílio que utilizamos quando precisamos, para construir o nosso próprio barco, rumo à nossa felicidade, desconhecida, estranha e excêntrica.
Mantemos o contacto necessário, mas não chegarão nunca a conhecer o nosso melhor, o nosso íntimo, a nossa alma porque aí, aí têm acesso vedado.

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