O sol prepara-se para o seu repouso,por detrás dos velhos prédios, essências caracteristicas.
Santa Apolónia, onde entram e saiem multidões, com destinos traçados, ou por descobrir.
O meu destino actual remete-se apenas a onde estou,
a observar o rio, os pescadores que agora regressam ao porto.
Apesar de estar na sua hora, os raios de sol emanaram-se.
Uma gaivota passeia a meu lado. Invejo-a neste momento, voa sem destino, observa o sol mais de perto,
sobrevoa o rio, é livre.
As folhas do meu bloco esvoaçam mas seguro-as,
com pulso firme, pois cada vez me apercebo mais que são elas, humildes, sem vida,
que me ouvem, que me deixam dizer o que sinto, até ao mais ínfimo pormenor.
Sem pudor. Sem medo, sem vergonha.
Sonho, desejo, a tranquilidade de consciência e a paz da minha Alma, do meu Espirito.
O rio corre, sem que ninguém o controle, o sol põe-se sem que ninguém o detenha, a lua entra em cena, quando chega a sua fala.
As lágrimas minhas, agora partilhadas ao Tejo.. E a estas linhas que escrevo.. Gostaria que partilhassem também a todos o que vai neste ilha, agora isolada pelo mar, nesta cela, agora presa.
Tudo tenho, e nada tenho.
" Aceito humildemente esta honra... "
Não é a honra que nos ensina a ser humildes, mas sim a dor e a mágoa da humilhação.
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