quinta-feira, 2 de setembro de 2010

20.


20, 20 anos de existência que passaram sem dar conta.
É estranho,  20 anos são duas décadas, onde vivi o melhor da minha vida e o pior.
Perdi pessoas extremamente importantes e especiais,
Desiludi-me, sonhei, magoei-me,
Descobri-me, criei os meus ideiais, os meus objectivos,
Tentei, no meio da confusão mental, perceber o que afinal sou eu,
e até hoje, nada de respostas.
Sou tudo e nada. Sou a alegria, e a tristeza profunda.
Sou uma multidão e um ser solitário, vivendo no seu pequeno mundo.
Costumam dizer que há fases da nossa vida, custosas de aceitar, talvez pelo positivo ou pelo negativo.
Este número, trouxe-me todas as recordações, memórias das coisas mais felizes que vivi até hoje e das experiências mais dolorosas. É confuso. Não somos adultos, não somos crianças. Não somos nada definido a não ser, sobreviventes da adolescência que, agora, se vêm obrigados a entrar no mundo dos "adultos".
O mundo onde perdes todos os teus sonhos mais loucos.
O mundo onde te vais tornar apenas mais um, numa competitividade material, num comodismo descomunal.
O mundo que te vai fazer perder tudo aquilo que, até hoje, fez sentido.
E a história de "tens de ter mais responsabilidade e bla bla bla, porque isto é a vida real, bla bla bla again". Não. Recuso-me. Se há algo que me foi essencial nesta 'fase' de vida, foram os meus sonhos, os meus ideiais, as minhas paixões, os meus vícios e gostos estranhos, a minha maneira diferente de ver as coisas, talvez não a correcta mas a que permite ser quem sou.
O que quer que aconteça daqui para a frente, será diferente.
Terá de o ser.
(in)Felizmente. :)


(obrigada Mãe, pelo esforço no dia 29 de Agosto logo pela fresquinha das 8 da manhã (L) :')

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