quarta-feira, 23 de junho de 2010

Às vezes sinto-me uma louca.
Perdida nesta multidão de gente.
Percorro as ruas, conheço-as melhor que às palmas de minhas mãos, talvez, mas o coração, está longe, flutuando,
a Alma, aventureira, arrisca, voando.
A cada dia que passa, a cada minuto,as rotas da nossa consciência e das nossas emoções estão susceptíveis à mudança. Hoje eu, amanhã eu. Ser sem temer.

O sonho, acabou.
Caí, bem do alto.
 Fim.
 
"Some people say I'm fuckin crazy
But it don't phase me
It's just amazing
Someone shout out Hallelujah
Roulette spinner blackjack winner."                                                                                                                                                                                          vento, leva contigo a minha magoa, a minha dor,
o sofrimento.
os cabelos esvoaçam,
e a face, esfria, com a ferocidade da ventania.
        
 

domingo, 20 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010



I think I'll have myself a beer :)

Chega

Chega.
Chega de paleios,
chega de conversas fiadas.
Chega de facadas,
e gentes sempre interessadas,
no que tens ou no que dás,
o que és,
tanto lhes faz.
Chega de mentiras,
chega de aparências.
Tornam-se insuportaveis,
bem que podiam ser usados para um projecto de ciências.

(a liitle weirdoww moment)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

LaMafia - Renascimento

(sobral)
Hoje acordei com o corpo eléctrico
Num dilema hipotético,
Disseram-me 'não há amor',
Estou paralisado e céptico.
Sinto o toque subtil que subtrai a insegurança,
E sobressai na minha mente,
Um sinal, uma esperança,
Se isto não é amor,
Então eu não sou poeta,
Esta vida são dois dias,
Vem comigo e faz directa.
Toda a gente tem um vicio,
O meu é um bem saudável,
Olhos verdes, sensual, mentalidade notável.
Inteligência e beleza,
És a combinação perfeita,
Tens que pedir aos teus pais pra divulgar esta receita.
Só te peço o teu amor,
E o que é meu será teu,
Fecha os olhos, dá-me a mão,
Vamos juntos tocar o céu.

(andré)
São cenas que mantém acordado uma directa,
Porque é que a gente nasce se a morte já é certa?
Olho para o céu, e penso para mim: Porque é que nesta vida tudo há-de ter um fim.
Uma noite estrelada, olho pela janela,
Estrelas cintilantes e a lua está tão bela,
Uma lágrima caida num segundo de emoção,
um choro, um riso, numa noite de verão.
Toca no céu e conta-me como foi,
Toca no céu, vai aonde ninguém foi,
Voa bem alto, minha estrela cadente,
Há um ano te conheci,
Há um ano estou diferente,
Não consigo explicar, senti uma forte atracção,
Acrescento mais um verso no diário da nossa paixão,
És tu que me fazes ter vontade de sonhar,
E pensar, que um dia no céu irei tocar.

Sinto o orvalho que nasce ao amanhecer,
sai porta fora, pois há muito pra aprender.
A vida é tão bela, e eu não quero perder,
Passo o dia inteiro a tentar renascer.

(nandaia)
Um céu azul,
Um céu que é só teu,
Onde há estrelas cadentes que dão a vida ao que morreu,
Muitas perguntas, uma só resposta,
Só quero o teu brilho e mais nada me importa.
Também tive três anos com uma estrela cadente,
Começou uma história no passado e deixou pendente,
Mas foi bom enquanto estive ao teu lado,
Cada momento é uma estrela,
E o meu céu está estrelado.
As estrelas já não brilham mas o céu nunca cai,
Quando ela se apaga há sempre outra que sobressai,
Uma estrela que me ofusca a visão,
O seu brilho é tão intenso que me ilumina o coração.

(neid)
Meu puto, acordo e apetece-me tocar o céu
Pensar no passado, toda a merda que me aconteceu,
Tapado com um véu,
Sentado no banco do réu,
Depois de tanta angústia,
Não voltarei a ser eu.
É mais um canhão que puxa,
O tiro sai pela colatra,
Falecido é o arguido,
Vencedor é o magnata,
Vejo a luz do céu,
E cá em baixo a escuridão,
Choro lágrimas de sangue ao ver a foto de um irmão,
Não digas não,
Pois também choras,
A vida é cruel,
Não escolhe horas,
Nadas, nadas,
Só te afogas,
Vês o céu, mas não te esforças,
Tás a perder as forças,
Vais bater bem lá no fundo,
Pensa em quem tu amas
E venera esse mundo.

LaMafia, Pó Di Terra & Kamikazy - Renascimento @ 2670

A parte do meu mundo que eu não quero perder nunca.

Corpo quente, pesado,
adormecido sob os lençóis.
Silhueta de fada,
Alma sem limite.
Os cabelos ondulam,
por entre o vento.
Enfrentando-o,
uma lágrima nasce nos seus olhos,
percorrendo o rosto,
lentamente.
Tatuado no corpo,
estão cada memória,
cada sentido do seu ser.
Alma curiosa,
Mente disperta.
Olhando para trás,
vê reflexos da sua vida,
esvoançando.
Céptica,
assustada.
Corre. Foge.
Do seu passado?
Do desconhecido?
Ou do futuro sempre incerto?
Esconde-se.
Numa pequena toca,
de um animal selvagem.
Fechou os olhos.
Desejou pensando consigo mesma,
que teria de ter forças para avançar.
No desconhecido.
Abrindo os olhos,
é surprendida por uma leve luz que a rodeia,
que a segue,
de um tom violeta, belo.
As suas asas,
levaram-na,
a tocar o Céu,
como sempre sonhou,
no seu pequeno mundo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Foste. Desde que chegaste que tudo mudou.
Criámos um mundo.
Um mundo só nosso, onde apenas o céu
era o nosso limite.
Sempre que sorriste,
captei essa imagem.
Talvez para guardar a melhor
memória tua.
Quero o teu olhar.
Quero o teu toque, a tua pele.
Quero a tua presença.
Quando me deito,
fecho os olhos, e aquilo,
que todas as noites me faz falta,
és tu.
Quero virar-me por entre os lençois,
e naufragar até ao teu peito,
onde me recosto.
Fugiste por entre os meus dedos..
Em segundos,
perdi o que de melhor tive.
Em segundos,
fiquei vazia.
Em segundos,
fiquei retida na mágoa.
Continuarei a sonhar.
Tu sabes que sim.
Se um dia for tarde de mais,
e não estiver presente,
recorda-te sempre,
do meu sorriso,
do meu olhar,
do meu cheiro,
do meu toque.
Uma lágrima,
na noite.
Um choro, a saudade.
Amor, de verdade,
A entrega de um mundo,
de um coração,
a dura queda,
na injusta realidade.

Recomeço.


 "Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças."

Miguel Torga

sábado, 12 de junho de 2010

So, SO WHAT?

tears of a fragile mind and gentle spirit

Sai do mundo.
Caí na questão hipotética,
ficando confusa, céptica,
sento-me, respiro fundo.
Perdi um segundo,
e tudo mudou.
O coração, vazio ficou,
sozinha caminhou,
pela estrada de terra.
As suas pegadas,
marcadas,
deixam o seu rasto.
Nada mais sobra.
O corpo fugiu,
a alma, subiu,
tocou no céu e deixou-se perder pela pura essência da naturalidade.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Esse tu, faz falta.

O amor de facto, é uma coisa engraçada.
Faz-nos felizes, faz-nos sofrer,
faz-nos dizer e fazer coisas que nunca sonhamos algum dia fazer.
Partilhamos, numa entrega total, tudo,
quem somos, o que temos,
o que sonhamos ou o que tememos.
Esquecemo-nos do eu,
sendo o nós, sendo o tu.

Amamos,
damos, recebemos.
Quando tudo é primoroso e brutal,
o nosso coração bate veloz,
deixando-nos cegos, alienados pela felicidade triunfal. 
Depois, como os anos velhos sempre disseram,
tudo o que é bom, não dura para sempre.

Aí, a dor nefasta,
absorve-nos de uma forma atroz;
a saudade,
essa, desfaz-nos,
deixa-nos vazios, ocos.
seres andantes,
sem vida, sem brilho.
desfaz-nos com recordações,
dos perfeitos momentos de perfeições,
imperfeitas ao olhar, talvez,
Perfeitas ao sentir,
Assim o fez,
Sem saber que lutar por amor,
abre a ferida do passado,
massacra-a,
por vezes é preciso tempo.

Esse tu, faz falta.

Travo amargo da solidão.

Estar só torna tudo mais fácil,
Oiço o meu coração,
tomo a decisão,
seguir em frente, rumo a um destino,
sem nome,
nem norte.
Perco-me no sentido da bussola,
perco o sul,
fico sentada, olhando o mundo,
o céu azul.
Estar aqui, ou ali,
pouca será a diferença,
pois o vazio não é exterior,
mas está sim, cravado na afeição da indiferença.
Da dor, do sofrimento, de uma perda
que ninguém poderia tapar,
lacar, ou reconstruir.
Ficará ali,
eternamente,
sem que ninguém esteja capaz de o desfazer,
ali estão, contigo,
como num baú de velhos segredos, escondido no sótão da casa abandonada,
as velhas memórias,
os olhares,
os beijos onde me envolvia num feixe de luz,
encadeada pelo brilho que nascia no teu olhar.
Agora, olho-te, baço,
mas para quê gastar o meu tempo,
procurando a tua mão,
irás provar o lado lunar, o travo amargo
da solidão.

Pára de olhar para mim, deixa-me ser Alguém.

Lado lunar, onde estão escondidos os meus segredos,
os piores lugares deste pântano que sou.
O lado escorregadio, sujo,
onde a banalidade da vida passa ao lado.
Então rapaz, para quê essa raiva?
Agarra-te à corda,
sustenta no ar,
deixa-te voar, até à mais alta nuvem,
Tenho pensando em nós,
já que os teus pés pouco caminham na minha direcção,
o travo amargo da tristeza,
um dia vai infectar o teu coração,
como vírus fatal que matará,
todo o possivel broto em flor,
do amor que um dia sentiste,
pelo amor de que tanto fugiste.
Para ir,
para ouvir,
para sorrir e entrar,
Vou voltar, para mim,
A cair, para me levantar e nunca mais ver o castelo de areia,
que construo,
no seu fim.
Viver para gostar, Gostar de viver.
Quero fingir, quero nunca mais ter de tapar o meu rosto,
para que não vejas as lágrimas que nele correm,
Irei fingir, irei fazer o preciso e impossivel,
para que, daqui, não destruas nem mais uma parede,
o amor impossível,
tornou-se agora na dura realidade passível à dor, à solidão.
Deixa-me ser alguém,
Tão cedo não irás ver ninguém,
Irás sufocar na terra de além,
Sedento de tudo aquilo que desprezaste,
desvalorizaste.
Aí serás enfrentado,
pelo teu passado,
aquele que ficou ferido,
que tanto te foi querido, até ao fim.