quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Porque sentimos nós, uma amarga nostalgia das páginas iniciais do nosso ainda pequeno livro? Com tão pouco vivido e já a recordar como se décadas se tivessem passado desde que vimos o sorriso genuíno e ingénuo nos nossos reflexos.
Porque sentimos nós falta de quem não sente a falta da nossa presença? Masoquismo mero, idiotice? Por muito que digam que não, não acredites. 
Sentimos falta do que foi 
irremediavelmente bom, dos poucos momentos em que tiveste a certeza que nasceste para ali estares a sorrir. Mesmo que nessa onda venham conchas partidas que te arranham as pernas com a força da maré, pelo menos enquanto doía, havia e enquanto havia, sorria. Sem dor, sem sorrisos, sem felicidade e sem arranhões, mas há dias sem voz.

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