Porque sentimos nós falta de quem não sente a falta da nossa presença? Masoquismo mero, idiotice? Por muito que digam que não, não acredites.
Sentimos falta do que foi
irremediavelmente bom, dos poucos momentos em que tiveste a certeza que nasceste para ali estares a sorrir. Mesmo que nessa onda venham conchas partidas que te arranham as pernas com a força da maré, pelo menos enquanto doía, havia e enquanto havia, sorria. Sem dor, sem sorrisos, sem felicidade e sem arranhões, mas há dias sem voz.
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