sexta-feira, 22 de outubro de 2010

PUNK. Д
Talvez partilhar um pouco da real história do Punk, deixando de lado os malditos e tristes preconceitos.
(Surge nos anos 70, o movimento revolucionário), Vamos deixar de lado a ideia da sociedade relativamente aos punks, que têm de ser sujos, pobres e que irão morrer na miséria, sozinhos, perdidos na droga e em batalhas perdidas.
Isso não faz sentido.
Antes de pressupôr o que quer que seja, seria interessante, observar, viver o punk, nas ruas. Nas suas origens.
O Punk tem variados ideias, sendo estes; o princípio de autonomia do auto-didacta, que faz ele próprio o que tem de fazer, o interesse (muitas vezes, inconsciente) pela aparência agressiva, a simplicidade e humildade do seu estilo de vista, o sarcasmo niilista e a subversão da cultura. Entre os elementos culturais do punk podemos encontrar coisas que talvez muitos nem imaginem. O estilo musical, a aparência (obviamente) mas no entanto, as artes plásticas, escrita (poesia, por exemplo) e, claro, o comportamento. Este depende claramente da pessoa em sim, que pode ou não seguir os princípios e ideais éticos e políticos característicos do punk.
Podemos ainda referir o facto de existirem variados símbolos, expressões linguísticas e de comunicação entre eles.
O punk, tal como tudo na vida, tem o seu lado bom e o seu lado mau. O lado dos que fazem disto o seu estilo de vida, ou o lado daqueles que 'wow, sou fixe, punk e tal'.
MAS o Punk acredita em valores éticos e morais como anti-machismo, anti-homofobia, anti-fascismo, amor livre, anti-lideranças, liberdade individual, autodidatismo, iconoclastia, e cosmopolismo.

Existem ainda outras "vertentes" do movimento como por exemplo, o straight edge que se se caracteriza como "livres de drogas" não consumindo qualquer substância que altere o seu estado físico e/ou psicológico.
Alguns punks evitam relações com os media, por escola própria, pela sua filosofia, o que torna bastante comum o total desconhecimento público de escritores, de publicações alternativas, de poetas ou artistas plásticos. Cada um cria o seu próprio rumo, podendo promovê-los com palestras, festivais, nem que seja em panfletos distribuidos nas ruas.
Um pequeno aparte, filosófico, sendo a perspectiva de Nietzche relativamente ao niilismo (passivo): 
«O niilismo passivo, ou niilismo incompleto, podia ser considerado uma evolução do indivíduo, mas jamais uma transvaloração ou mudança nos valores. Através do anarquismo ou socialismo compreende-se um avanço; porém, os valores demolidos darão lugar para novos valores. É a negação do desperdício da força vital na esperança vã de uma recompensa ou de um sentido para a vida; opondo-se frontalmente a autores socráticos e, obviamente, à moral cristã, nega que a vida deva ser regida por qualquer tipo de padrão moral tendo em vista um mundo superior, pois isso faz com que o homem minta a si próprio, falsifique-se, enquanto vive a vida fixado numa mentira. Assim no niilismo não se promove a criação de qualquer tipo de valores, já que ela é considerada uma atitute negativa.»

Pontos de vista. Ideias.
Pre-conceitos. Julgamentos. Positivos para uns, negativos para outros.
Eu encontro-me no punk.
Olho-os como Pessoas que lutam pelo que acreditam, respeitam o outro e mais importante que tudo, são felizes consigo próprios, revoltados com a sociedade, e tudo isso, honestamente, faz bastante sentido.
Cristas? Incríveis. Cabedal, picos? Preto, e roupa rasgada?
Secalhar dão mais valor à Vida do que aqueles que se derretem em Louis Vitton e Dolces e Gabbanas. O pessoal fica-se pela botinha, e pelo mais simples, reles, bacano (chamem-lhe o que quiserem) possível.

Punk's not dead.
http://www.youtube.com/watch?v=0gLD3-trfBE - The Casualties - We're all we have

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

-desabafo solitário-

Quero deitar-me do teu lado, sentir esse calor que me deixa desprovida de qualquer coisa;
Apenas deitada no teu peito.
Quero ouvir o bater do teu coração.
Quero olhar-te nos olhos, e ver o que de maravilhoso sempre vi.
Quero passear contigo,
Rir, sem parar,
Chorar, se assim tiver de ser.
Mas há algo que quero mais que tudo,
ver-te Feliz, fazer-te Feliz e,
Amar-te,
pois posso dizer-to, de coração aberto,
que nunca ninguém irá substituir o que és, foste, e, quem sabe, serás para mim. Mas de braços no ar, irei lutar, mesmo que seja em vão; não quero acabar com o pensamento de que não fiz tudo o que esteve ao meu alcance para te reconquistar, para te sentir, para te amar, como nunca amei, para te compensar por tudo.
Um dia, quero ver erguidas as paredes que desejámos construir juntos, para que conseguissemos, ter-nos um ao outro, sem que nada nem ninguém tivesse hipótese de invadir o nosso mundo.
Azul.
Único. Agora percebo o que é amar. O amor deixa-nos cegos.
O amor faz matar, faz com que se vá a luta. À guerra.
Lutar, sem baixar a cabeça,
amar é das forças mais poderosas da vida.
Confuso, doloroso,
Feliz, eterno,
Mas existe. Em todos nós.
O que é a dor de amar, o que é o medo, e o receio de perder a pessoa que tanto desejaríamos que permanecesse, sempre, connosco.
Quero acreditar que o sempre existe.

-desabafo solitário-

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

()Poeta perdido, onde arranjas tu palavras para descrever a dor, a mágoa e desilusão que surgem dentro de nós?
O conflito dentro de ti, como o vês?
Tenho sede de respostas. De saber, o concreto, e sonhar, o meu abstracto.
Tenho de sede de ser um dia, um dos textos harmoniosos e felizes, deixando para trás as palavras melancólicas e desapontadas com o mundo.
Quero ser o sol reflectido no rio,
Quero ser a suave ondulação,
Quero ser.
Traz-me inspiração enquanto passeio nas linhas dos teus textos, talvez há muito escritos num pedaço de papel.. Tal como eu faço.
A âncora foi lançada; ficou presa no medo, na insegurança, no não ser nada concreto.
Liberta-me;
Tira-me, puxa-me, desta teia emaranhada.
Antes pessoa,
agora vítima da aranha faminta de vida.
Mas ela não me vencerá,
Sei, porque afinal,
mais que tudo, não quero ser só pessoa, quero ser alguém.

terça-feira, 12 de outubro de 2010


"A minoria pode ter razão, a maioria está sempre errada."

Henrik Ibsen.