quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vazia,
O meu coração perdeu-se por entre caminhos e marés;
foi deixado, só,
mesmo que ferido.
Vejo-te, ao fundo, como miragem,
a salvo.
Eu naufrago,
tentando nadar para vir à tona de água,
respirar.
Não me vês. Ou não me queres ver.
Verás o acabar de uma história,
apenas porque não voltaste,
para trás.
Para onde quer que vá,
depois da vida, até,
levarei comigo todas as memórias vivas;
tudo o que fez de mim, feliz;
mas fez de mim, também,
um ser que desapareceu.
Eterno adeus,
Eterno amor.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Nada é certo.

"Ninguém avança pela vida em linha recta. Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário. Por vezes, saímos dos trilhos. Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó. As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar. No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver. Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo. Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutávelmente para trás, atolados no caminho. Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável. É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidamos tratar."

Henry Miller

quinta-feira, 6 de maio de 2010

i'm sick and tired of being just one more person in this world.
i'm different, i know it and i feel it. it's not a question of think that you're better than we really are,
but it's just the respect that everybody lost,
that make me see that we're nothing or we can be everything.
in my world, i've to be everything.
it's time to stand tall,
to stand strong and don't let that anyone or anything destroy
what it's so hard to reconstruct, we selfs.
even if the world became being a black hole,
my soul will be bright and will be my world,
where i can be happy.

vive vendo o mundo apenas através de uma janela.
a sua cara de porcelana está escondida por trás do vidro
que não permite que seja iluminada pelo brilho da vida.
apenas reflecte a bela paisagem que a afronta.
a face de formas distintas,
não demonstra qualquer emoção.
o seu coração está de luto.
observo-a.
talvez tenha sido uma perda, um desgosto,
mas tamanha beleza não deveria ser apenas digna
de um quadro fotográfico.

(inspirado na fotografia de Rui Louraço, A face da Natureza)
A única coisa que é real.
Que nada nem ninguém conseguirá algum dia impedir.
Dos velhos vividos, ouvimos que é a unica coisa que podemos tomar como certa, a morte.
Um dia, será.
Há quem a tema, quem a deseje,
quem seja morto, ou quem mate,
mas a perda de alguém, é algo que todos nós, algum dia, sofremos na vida.
Porquê ver algo assim de forma tão negra?
Talvez seja uma libertação deste mundo comodista, conformista e consumista.
Talvez seja um paraíso, talvez simplesmente não o seja, não seja nada a não ser a morte.
Magoa. Mói. E deixa-nos vazios,
reflicto então,
cada dia, é um novo dia,
e devemos enfrentá-lo como tal, e aproveitar o mais pequeno prazer,
nem que seja, olhar as estrelas quando mais ninguém está do nosso lado.
Quando o nosso dia chegar, pelo menos podemos estar de consciência tranquila de que vivemos ao máximo,
sofremos mas também fomos premiados por muitas alegrias,
sobretudo, demos valor ao que nos foi oferecido,
e que tão pouca gente ainda aproveita realmente. A Vida.