Vôo, solitário,
Numa laranja nuvem.
Cor minha, sítio eterno,
Labirinto onde só eu me perco.
Onde ninguém entra.
Teias que não se desfazem,
Que sejam possíveis de descobrir.
Que sabes tu de teias enlaçadas,
Carregadas de rabiscos,
Traços apagados pelo tempo,
Que se mantém pela dor.
É isto que mantenho,
O meu mundo,
Onde nem tu, nem ninguém tem
Poder.
Sem comentários:
Enviar um comentário