Desenho-te no ar,
Sujo, pesado, negro.
A tua falta absorve o que deixa viver o mundo
Exageradamente, olho.
As cores que delimitam o teu corpo,
Deixam-me fraca, frágil;
Vejo o contraste da cor do olhar
Com a cor da dor, do ardor,
Que não me deixa sobrevoar
Contigo. Deliciar.
Porque não me amas?
não me sentes?
Porque não somos um voo, plano, estável
Vivo e colorido.
A nossa maneira.
Quero contigo sentir
O assobiar do vento
Por entre os raios do sol,
Recordar passado
Como velha chávena poeirenta
Com pequenas falhas num velho armário.
por: sara
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