sábado, 11 de outubro de 2008

quem sabe.



A solidão que me apavora, magoa
como o frio cortante da neve
de uma solitária montanha.


O rio que corre aligeira
a sensação dando-me, talvez,
força para continuar.



A luz do pequeno candeeiro a óleo
ilumina esta pequena cabana,
onde estou. Sozinha.
Rodeada de um cheiro intenso,
ao mesmo tempo, suave para a minha alma.
Forte. Perturbador.



Este cheiro que me faz evadir, ouvindo, apenas e
sabendo.. O que me espera lá fora.



Não sinto. Não cheiro. Não oiço.


Liberta-te, deixa-te voar.
Deixa-me voar contigo. Apenas nós,
a sobrevoar um mundo, nosso.
Não existe. Mera utopia.
Talvez no meu coração, duvido.



O teu olhar que me deixa,
a tremer, por dentro, quieta;
Como um campo onde apenas existem varas, verdes.



Sentir-me-ei frágil? Forte, capaz de me levar
pela mais suave brisa.



Sopra neste campo. Amadurece esta planície verde, vivo;
este brilho apagado que deixa, apenas, ver uma distorcida essência.



Quem sabe.

por: sara
fotografia por: sara

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