por: sara
Instantes da existência, filosofias carnais. Cabeça a mil, vazia e cheia, de negro luminoso, raça pura e força no sangue. O ser puro duro, crú e nú. Sem máscaras.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
metamorfoses da vida
difícil é encontrar alguém que nos faça sentir diferente. diferente de um modo, em que são dispultados em nós sentimentos e emoções estranhas entrelaçadas de tal modo, que se torna inútil qualquer esforço para as tentar compreender ou explicar. momentos esses, em que nos apercebemos e reconhecemos quais as nossas fragilidades, como se estas tivessem necessidade de se fazerem sentir, para que ao serem compreendidas nos consigam arranjar uma força interior para enfrentar tudo aquilo que por vezes tentamos camuflar. criação inconsciente de ligações, através de pequenos gestos que marcam de tal forma, que ao sentirmo-nos ameaçados ou magoados, tentamos escapar ao sofrimento, inutilmente, pois essa ligação não nos permite a submissão às situações aparentemente complicadas. a ligação camuflada, quase invisivel, que nos prende sem nos apercebermos, deixa-nos frágeis e com necessidade de expôr tudo o que está concentrado dentro de nós. sair à rua, só pelo prazer de nos sentirmos livres. livres, no meio do silêncio. livres de tudo aquilo que nos assombra na vida quotidiana ou simplesmente, livres para conseguirmos estar apenas, connosco mesmos.livres para conseguirmos notar as diferenças entre o nosso pequeno mundo e o enorme mundo em que vivemos, para que consigamos nem que seja por momentos, viver uma ilusão, uma imaginação pura, que nos faz sentir algo mágico e incompreensível, nem que seja por curtos minutos. os momentos mais simples. sem dizer, sem pensar .. apenas, sentir. sentir o vento frio na nossa cara, sentir o silêncio na correria de uma cidade, sentirmo-nos. vivermos as nossas aventuras. mil e uma formas aparentemente facéis para enfrentar essas fraquezas, sendo apenas uma, aquela que conseguimos, por nós próprios, descobrir e pôr em prática. já que é tão difícil depararmo-nos com alguém que, ao mesmo tempo que está ao nosso lado consiga fazer-nos sentir nós próprios, como sendo uma parte gigante de nós, há que tentar crescer e evoluir com os nossos próprios erros, fazer as nossas descobertas e conseguindo, sozinhos, enfrentar todas os precalços da vida de cabeça erguida, com força e coragem pra seguir em frente. ser grande, gigante até, como pessoa, e ser superior a todas as rasteiras e não culpar os outros pelos erros cometidos e fraquezas interiores. assumi-los e seguir em frente, conscientes de que muito mais está para vir e que é preciso (mesmo que a inexistência de um apoio exterior nos afecte) nunca nos perdermos de nós mesmos. porque muitas serão as pessoas que vão passar pela nossa vida.. muitas voam, desiludem, surpreendem, marcam. marcas essas sempre relembradas e notadas em nós. mas quem nos vai acompanhar até ao fim, sempre presente em qualquer momento da vida, somos nós próprios.
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