Instantes da existência, filosofias carnais. Cabeça a mil, vazia e cheia, de negro luminoso, raça pura e força no sangue. O ser puro duro, crú e nú. Sem máscaras.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
labirinto
o sol traz-te os primeiros raios de sol. abre os olhos, mexe as tuas asas. deixa-te sentir a leve brisa do mar, respira e deixa-te navegar pela tua alma. a pouco e pouco, as tuas asas libertam-se e voas, sentido a seda da espuma branca das ondas. sentado no areal, sentes cada grão de areia colar-se ao teu corpo, a rebentação das ondas a molharem a tua alma despida e ingénua. esta cresce e ganha voz dentro de ti. deixaste ver, como num filme em que o único espectador és tu. sentes uma luz a ganhar forma dentro de ti e a prosperar-se, cada vez mais.. a tua alma toma conta de ti e subitamente levitas em ti próprio.tudo deixa de fazer sentido e começas a questionar aquilo em que acreditaste sem sequer te certeficares se teria ou não fundamento.tomas consciência de que muitas das tuas vivências foram exageradamente vividas, que tantas vezes choraste por quem não tinha esse mérito, que tantas vezes desejaste desaparecer por te sentires um cobarde perante os teus próprios sentimentos. mas, nada disso foi em vão. ao mesmo tempo que te apercebes o quão ingénuo foste perante a complexidade da vida, conscientemente, relembras cada momento de mágoa, de solidão, de arrependimento com um sorriso, percebendo que, essa luz que agora te incendeia sempre esteve presente. agora, de olhos mais abertos, conscientemente dizes a ti próprio que tudo aquilo te fez aprender a viver a vida, vivendo-a e não te sentindo limitado a existir. procuras por ti próprio e toda a insegurança que te apavora torna-se numa segurança, de que, mesmo que destruam o castelo que com tanto empenho construiste na areia, conseguirás construir um, com alicerces ainda mais sólidos, fortalecendo o TEU castelo e a pessoa que és. a pouco e pouco, percebes que desistir é um acto de cobardia e que por muitas dúvidas que surgam, terás a capacidade de procurar uma respostam mesmo que esta não exista ou simplesmente esteja camuflada.valoriza a vida que te foi dada, como uma dádiva. quem vive substimado por outrém ou simplesmente limitado a existir, não entende a essência deste presente.cada momento deve ser vivido, em si. pondo de parte qualquer ilusão do futuro ou lembraça do passado. cada momento que vivemos, será eterno pelo que significou para nós. não por durar para sempre, como se fosse um tranquilo mar de rosas. a vida tem as suas dificuldades, os seus espinhos, e é isso que dá motivação para seguir em frente. é enfrentando-as e superando-as que a vida vai ganhando sentido. e, fundamentalmente, ver a vida como ela é, um gigante labirinto. ninguém nos fornece um mapa para a ir vivendo, lentamente, descobriremos caminhos que, nos poderão levar a novas saídas ou simplesmente, permanecer no labirinto mas com força para continuar a nossa busca.assim, voltas a ti mesmo e deixaste levar pelo vento que te faz esvoaçar e, ao deitareste sobre o areal, pensas que talvez valha a pena tudo isto, a que chamam vida.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário